dicas de escrita personagens femininas

Dicas de Escrita: criando personagens - personagens femininas

16:31neo


Se eu fosse escolher o top 3 de tópicos mais polêmicos da comunidade de escrita, a criação e o desenvolvimento de personagens femininas com certeza estaria entre eles. A cada livro lançado e a cada ano que se passa, esse debate vai aos poucos se modificando, mas uma coisa é certa: ele nunca perde a intensidade, jamais deixando de mastigar tudo sobre aquilo que foi o motivo de seu surgimento. Que motivo é esse? Simples: a péssima representação das mulheres nos livros, filmes e seriados de ficção.

A Donzela em Perigo

Tudo começou com a famosa donzela em perigo. Regra nos livros mais antigos, ela, apesar de ser linda, geralmente da realeza e descrita como inteligente, servia apenas para... Bem, estar em perigo. Ou seja, apenas para fazer o herói sair de seu estado de conforto, lançando-se assim em uma grande e intensa aventura para resgatá-la.

Em outras palavras, esse tipo de personagem feminina servia apenas para desenvolver o personagem masculino principal, sendo, obviamente, não um ser completo por si só, mas sim um plot device sem profundidade ou personalidade própria. O foco não era a mulher como pessoa, mas a mulher como um meio para o protagonista mudar e entrar em ação, continuando assim a história dele e não a dela. Além disso, a donzela em perigo frequentemente acabava como “prêmio” para o herói, que em 90% das vezes terminava a história se casando com ela.

Um exemplo de donzela em perigo é Mary Jane, o par romântico do Homem-Aranha (e aqui falo apenas dos filmes, já que sei bulhufas dos comics).
Se você já assistiu aos filmes do Homem-Aranha, já deve ter notado que Mary Jane acaba sendo sequestrada algumas vezes, mas quantas dessas vezes realmente impactam Mary Jane como personagem? Nenhuma. Por quê? Bem, todos esses sequestros aconteceram para desenvolver Peter Parker, o próprio Homem-Aranha, então ela foi usada apenas como plot device (todo mundo sabe que Peter é apaixonado por ela, né? Quem melhor para ficar em perigo?). Mary Jane jamais teve reação alguma a esses acontecimentos; não teve traumas, não deixou de acreditar ou fazer algo, não passou a acreditar ou fazer algo diferente, etc. Ou seja, ela não mudou. Os vilões (todos, hm, homens) ganham bem mais desenvolvimento do que o par romântico do protagonista. Mary Jane poderia ser substituída por um abajur que o Peter gostasse muito e o resultado seria o mesmo.

É claro que personagens como Mary Jane não satisfizeram o público (principalmente o feminino, obviamente) por muito tempo. As pessoas começaram a exigir mulheres que não precisassem ser resgatadas o tempo todo, que pudessem defender a si próprias e ser independentes dos homens. O rebuliço foi tão grande que as coisas começaram a mudar, mas essa primeira tentativa foi, sinceramente, trágica.

A Personagem Feminina Forte

Na ânsia de satisfazer os pedidos dos leitores, os escritores – na época os homens eram a maioria na literatura mainstream – transformaram a donzela em perigo na Strong Female Character, ou personagem feminina forte, e ela se tornou uma dor de cabeça ainda maior para quem desejava (e deseja) ver as mulheres bem representadas na ficção.

Você pode perguntar algo como, mas se ela é forte, qual o problema?

O problema está justamente na definição de “forte” criada por esses escritores. Forte aqui não significa ser uma pessoa completa e bem desenvolvida, com medos, objetivos, qualidades e defeitos únicos, não significa ser um personagem independente e que não existe apenas para servir de plot device para o protagonista. Não, a força da personagem feminina forte é aquela vista e considerada como força masculina. É por isso que essas mulheres são praticamente homens no modo de pensar (aka são misóginas); elas consideram coisas “de mulherzinha” como maquiagem, roupas, etc, uma fraqueza, sabem muito bem se defender sozinhas e não aceitam ajuda de ninguém, muito menos de homens. São duronas e muitas vezes possuem língua afiada para lançar palavras de desprezo e desdém para mulheres femininas ou para homens que não são “machões”. Ou seja, esse conceito de “mulher forte” serve apenas para dizer que a força que geralmente atribuímos ao homem é a única válida.

O que até outras mulheres às vezes deixam de perceber é que ser feminina não significa ser fraca. Se importar com maquiagem, com festas, com roupas e não gostar de lutar fisicamente não é sinônimo de ser fútil ou de ser covarde. E, do mesmo modo, um homem não é só “um homem de verdade” se for o machão. Qualquer pessoa, de qualquer gênero, pode ser forte – ou fraca –, mas não são esses aspectos que a definem como um ou outro.

Quantas vezes você já não leu um livro em que a protagonista se considerasse “diferente das outras garotas” por não ser feminina? Ou quantas vezes já não viu sinopses com “fulana não é uma garota como as outras”? Aposto que várias e várias vezes. Por um segundo, pare e pense: o que essa diferença, esse “não é como as outras garotas”, quer dizer?

Se você pensou, essa protagonista é uma mulher ou garota forte e forte significa não apresentar características femininas, ou seja, lembrar um homem, que é o único que tem características dignas de serem consideradas fortes sinto em dizer que você está completamente certo.

Pera aí, Neo, vocês está me dizendo que é errado uma mulher ser mais durona e não usar maquiagem? Claro que não. O que estou dizendo é que é errado considerar uma mulher forte somente quando ela abdica de traços “femininos”, como a já citada maquiagem e outros aspectos tão discriminados por essas protagonistas da nova geração YA. Qual o problema em ser vaidosa? Por que a mulher tem que desistir de seu gosto por roupas, esmaltes e a coisa toda em ordem de ser “forte”?

E para registrar, é assim que as personagens femininas fortes são representadas muitas vezes:
A mulher acima está prestes a entrar em combate com uma armadura que não protege absolutamente nada e que deixa muito do corpo à mostra, o que, para qualquer um que tenha dois neurônios, é estúpido de se fazer quando se está prestes a lutar por sua vida. Mas quantas e quantas vezes mulheres em jogos, filmes e até séries não são retratadas com armaduras que revelam muito e são completamente inúteis? Por que isso acontece se usar uma dessas é obviamente burrice?

Ora, porque essas personagens femininas fortes, além de usarem características masculinas e serem consideradas fortes por isso, são escritas e retratadas para que homens heterossexuais as aproveitem. Elas estão praticamente nuas enquanto vão para uma batalha (!!) porque homens heterossexuais acham isso sexy. A coerência e o realismo nessas ocasiões são completamente esquecidos apenas para agradá-los.

Essas personagens femininas não existem como personagens independentes e muito menos como pessoas bem desenvolvidas e completas. Elas existem para reafirmar que o homem é quem deve ser exaltado e que tudo – até mesmo o corpo de mulheres lutando – deve servir a eles. Simples, né?

Como uma armadura feminina deveria ser representada:

Virgin x Whore

Outra coisa que acontece muito com personagens femininas e que deveria ser deixada definitivamente de lado é a ideia de que a menina pura, virgem e casta é melhor do que uma com vida sexual ativa. É muito comum ver essa dualidade (virgin versus whore) em livros de YA, onde a protagonista é virgem e a ex-namorada maléfica do par romântico é descrita de um modo que claramente indica que ela é sexy ou sexual de alguma forma. A protagonista, obviamente, é vista como boa; a ex-namorada, como ruim.

Essa ideia de que ser virgem = bom e ter uma vida sexual ativa = ruim é antiga e, sem dúvida, uma das consequências da nossa sociedade patriarcal. Mulheres sempre tiveram que esperar até o casamento para ter sexo, enquanto homens poderiam sair por aí com quantas mulheres quisessem sem serem vistos de modo ruim (na verdade, o contrário é bem mais provável). Logo, as mulheres que não fossem mais virgens eram frequentemente desconsideradas como boas esposas (mesmo que fosse óbvio que elas não eram mais virgens justamente porque surpresa!, os homens que saíam por aí precisavam de mulheres para conseguirem o que queriam) e as que fossem eram as esposas ideais. É por isso que até hoje mulheres com vida sexual ativa não são “material para casar” e são mal vistas por aqueles que sabem que ela não é mais virgem.

Olhar para uma mulher assim com desprezo é parte de um conceito chamado slutshaming que significa basicamente tentar fazer com que ela se sinta mal – se sinta envergonhada – por fazer sexo. Isso é, obviamente, estúpido; ter ou não ter sexo não interfere em nada no caráter de uma pessoa ou na sua possibilidade de ser boa ou não. O slutshaming é usado para tentar controlar a mulher e impedi-la de ser tão livre quanto o homem, já que esse tipo de pensamento acaba com a ideia de igualdade entre os sexos.

A mulher pura como a única boa é algo tão entranhado no nosso modo de pensar que em praticamente todo livro YA a protagonista é virgem, mas o par romântico, no entanto, raramente o é. Ele sempre pode ser experiente; ela, nunca, e cabe a ele ser o “primeiro homem de sua vida”. É como se estivéssemos repetindo “tradições” de mais de 50 anos atrás de um modo sutil e assim as perpetuamos, as mantemos vivas, mesmo que elas sejam extremamente nocivas para a liberdade e independência da mulher.

Não estou dizendo para erradicar todas as virgens da literatura. Não, longe disso. Estou dizendo que não se deve, de modo algum, demonizar a vida sexual de uma mulher ou santificar a virgindade de uma. Como eu disse lá em cima, isso não tem nada a ver com o caráter de um personagem.

Romance e personagens femininas

Eu adoro romance. Muita gente acha que não, já que eu geralmente odeio os romances que leio, mas na verdade acredito que essa é uma parte essencial de qualquer história, e que raramente deve ser deixada de lado (há alguns livros que simplesmente não comportam romances, e isso eu entendo). Meu problema, portanto, não é o romance em si; é o modo como ele é desenvolvido (e disso tratarei em outra matéria) e o modo como a personagem feminina é retratada neles.

Sendo bem sincera, muitos e muitos romances dos livros de hoje me perdem no momento em que a garota para a vida dela inteira por causa do garoto (cof Crepúsculo cof). Em várias histórias, a vida da protagonista não tem sentido nenhum até o par romântico aparecer, e a partir do momento em que ele aparece, ela não consegue pensar em mais nada. Ele se torna o centro da vida dela; família, amigos, objetivos, sonhos, tudo isso é esquecido em favor de se jogar nos braços do mocinho. Isso, é claro, em livros ditos “para mulheres”. Você já deu uma olhada em livros ditos “para homens”? Se não, deixe-me lhe dizer que o papel do par romântico neles (geralmente uma mulher) é infinitamente menor do que o do par romântico nos livros “para mulheres”, onde o já citado par romântico geralmente é um homem. Você por acaso já viu alguma sinopse com “fulano era um garoto normal até que fulana apareceu na sua vida”? O único que vem à minha mente Dezesseis Luas, mas fora esse, quais outros? Garanto que é bem difícil encontrar obras assim, mas e aquelas cujas sinopses dizem “fulana era uma garota normal até que fulano apareceu na sua vida”? Quão frequente essas são?

O que quero dizer ao dar essas voltas todas é que os romances estão sendo retratados DEMAIS com o aparecimento do garoto sendo a coisa mais importante na vida da protagonista. É claro que o papel de uma pessoa que você ama na sua vida é enorme, mas você ainda tem, bem, a sua vida. E quando essa pessoa começa a afeta-la de um modo ruim, é um sinal de que o relacionamento não é saudável e que deveria ou ser consertado ou finalizado. Construir um romance onde tudo na vida da garota gira em volta do garoto é o caminho mais rápido para ter seu livro rotulado como uma obra que prega e promove relacionamentos abusivos. E aposto que não você não quer nada disso.

E mesmo que seu livro narre um romance sem mais nenhum outro elemento, é essencial se lembrar disso: mulheres possuem uma vida além do seu relacionamento com o mocinho, e ignorar isso é fatal para sua história.

Trinity Syndrome

Hoje em dia muitos filmes, livros, séries, etc, possuem sim personagens femininas interessantes, mas muitos deles cometem um pecado: a falta do que fazer da tal personagem feminina desenvolvida e complexa.

Essas personagens são mais inteligentes, mais habilidosas e mais sábias do que os homens, mas na hora de realmente fazer a diferença elas saem do palco, dando espaço para que o homem, o protagonista, salve o dia mesmo quando literalmente todo mundo sabe que elas são melhores. Um bom exemplo disso é a Valka de Como Treinar o Seu Dragão 2. Valka é a mãe de Soluço e passou anos e anos estudando os dragões e resistindo sozinha ao vilão do filme. Mas na hora da batalha final ela é jogada nas sombras e Soluço, mais inexperiente, menos habilidoso, é quem faz tudo.

Ou seja, essas personagens são sim boas, são sim bons exemplos de mulheres bem construídas na ficção, mas no fim das contas elas continuam sem importância, continuam meio “extra” na história. Como corrigir isso? Bem, é só encontrar um bom motivo para a mulher mais habilidosa, inteligente e sábia não poder salvar o dia - ou deixar que ela o faça de uma vez por todas.

Mulheres no refrigerador 

Quantas vezes você já não viu um filme ou leu um livro sobre um homem atormentado pela morte de sua mulher/namorada? Ou sobre um homem buscando vingança por algo que foi feito contra alguma mulher especial em sua vida? Ou sobre um homem começando a fazer algo graças ao sofrimento de alguma mulher? Dezenas de vezes, aposto.

Esse hábito de atacar, machucar e matar mulheres para que os homens possam sofrer e entrar em ação é muito, muito velho. Teoricamente, não há nada de errado com isso; é claro que é normal buscar vingança por sua namorada morta ou tirar satisfações com a pessoa que machucou sua filha ou qualquer coisa do tipo. O problema começa apenas quando a mulher se torna um plot device para o homem - seu sofrimento, sua história, tudo pelo qual ela passou é irrelevante se não estiver em relação ao homem, ao personagem principal. A dor dela serve apenas para desenvolver ele, e não para avançar sua própria história. 

Um jeito muito fácil de evitar colocar sua personagem feminina no refrigerador é simplesmente dar uma história para ela. Faça da dor dela o desenvolvimento dela, e não de um homem. Se ela morrer, faça com que ela tenha sido uma pessoa completa e não apenas mais um caixão sobre qual seu personagem masculino possa chorar. Ou seja, é só se lembrar que: mulheres não existem apenas para fazer homens terem seu momento angst, seu momento de fraqueza, de choro; elas têm seus próprios objetivos, seus próprios medos e sonhos, e sua personagem os deveria ter também.

O mito do instinto materno 

O mito do instinto materno é aquele tipo de mito que não morre de jeito nenhum, não importa quanto tempo se passe (para meu horror). Em pleno século XXI ainda existe gente de todos os gêneros que insiste que uma mulher que não tenha filhos é uma mulher frustrada ou que toda mulher quer ter filhos, e que aquelas que não querem agora vão querer no futuro. O mesmo não acontece com homens; eles podem passar a vida inteira sem casar ou ter filhos e ninguém sequer pisca, mas uma mulher já de idade sem marido ou crianças? Pff, deve ser uma infeliz encalhada que ninguém quis, é claro.

Essa pressão toda para que mulheres tenham filhos e se casem é um elemento de nossa sociedade patriarcal que, apesar de os tempos terem mudado, ainda vê a mulher como a pessoa que deve cuidar da casa, do marido e das crias. Há esse miticismo todo na maternidade que não existe na paternidade, e muita gente adora apontar que o instinto materno é algo animal e portanto impossível de se evitar - gente que obviamente escolhe esquecer que a mamãe tubarão gosta de comer os próprios filhos ou que boa parte das fêmeas do reino animal vai expulsar ou abandonar suas crias no momento que elas provarem já ser independente o suficiente pra se virar sozinhas.

Ou seja, esse ~instinto materno~ é mito sim. Não há nenhuma força sobrenatural empurrando as mulheres para a maternidade. Algumas querem, outras não, e isso é normal. A única coisa que esse diabo de mito faz é simplificar as mulheres que são mães, que, acreditem ou não, são complexas, cheias de defeitos e qualidades, com seus próprios sonhos e objetivos. A mãe perfeita não existe simplesmente porque a pessoa perfeita não existe. 

Logo, não é uma boa ideia fazer tudo de sua personagem mamãe ser sobre os filhos dela ou retratar toda a força, inteligência, blá blá blá, dela como existente apenas por causa dos filhos. Retratar a falta de filhos como o fim do mundo então, é quase pior (a não ser, é claro, que a personagem queira tê-los de verdade e não somente porque mulher = fazedora de filhos por ordem da mãe natureza).

Demonização da sexualidade da mulher 

Vocês sabem que adoro Dragon Age, né? Pois bem, no jogo há alguns tipos de demônio, entre eles o demônio do desejo, que sempre, sempre mesmo, aparece na forma de uma mulher seminua. Nunca é um homem seminu. Por quê?

Como eu disse lá em cima, mulheres com vida sexual ativa são mal vistas pela sociedade, mas não é só isso. O próprio corpo da mulher é demonizado. Lembra de como na idade média a mulher era considerada a entrada do demônio na família? Então, essa mentalidade ainda persiste hoje. De modo bem mais subliminar, claro, mas não é a toa que a ideia da mulher ter que se vestir de tal modo para não estar ~pedindo para ser estuprada~ existe. O homem quer a mulher, mas a culpada é ela por, hm, ter um corpo e coisa e tal. Ela (como acontecia na idade média) é que é a tentação do pobre homem santo e não ele que é um tarado sem controle, claro.

É por isso que Dragon Age não tem demônios do desejo na forma de homens. O corpo nu de um homem é... o corpo nu de um homem, ué. O corpo nu da mulher, por outro lado, é muito, muito mais sexualizado. É a tentação, literalmente a porta do inferno. Ou seja, essa sexualização é associada a coisas ruins em boa parte do tempo. Quantas personagens femininas maléficas andam por aí seminuas e têm grande parte de sua maldade associada ao fato de elas serem sexy? Quantas vezes a beleza delas é vista como mais um obstáculo para o homem superar e resistir? 

Isso não quer dizer que mulheres sexy não podem ser vilãs ou que elas não podem usar sua beleza como arma. Elas podem claro, mas o corpo delas não deve ser demonizados no processo. A maldade deve vir da sua personalidade, dos seus atos, e não do fato de que ela por acaso tem seios e vagina.

Escrevendo personagens femininas

Se certa personalidade ou história parece chata com um personagem masculino, ela também vai ser chata em uma personagem feminina. E, antes de tudo, personagens femininas devem ter a capacidade de influenciar o plot. Se sua personagem é super interessante, complexa e bem construída, mas ainda assim não faz suas próprias escolhas e não muda a história de algum modo, ela é, bem, uma péssima personagem de qualquer jeito. Isso também se aplica a personagens de todos os gêneros, óbvio, mas são as mulheres que sempre acabam de escanteio e um pouco de atenção nesse aspecto só faz bem.

E aqui finalizo a matéria. Qualquer dúvida é só comentar. Fui.

Você pode gostar de:

2 comentários

  1. Uma das coisas que mais me inspiram a escrever minhas historias é a vontade de quebrar todos esses paradigmas sobre a mulher, eu amo ler fantasia mas tem hora que tudo isso frusta muito. O pior é que esses conceitos te atingem muito, principalmente na fase de buscar uma identidade, na minha adolescência eu lia muito YA e passei a deixar de ser feminina e desprezar qualquer coisa relacionada para poder me espelhando nessa de ser “diferente das outras garotas”, porém com o tempo fui vendo a idiotice nisso tudo e hoje sou bem mais resolvida. A propósito, eu adoro o seu blog! Me identifico muitos com suas ideias. Sucesso pra ti!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, eu sinto o mesmo. Tento fugir bastante de todos esses estereótipos e tropes quando escrevo, principalmente porque minhas histórias todas são de fantasia também. É frustrante (e desgastante) ter que ler livro atrás de livro cheio dessas ideias erradas. Às vezes até perco a vontade de tentar algo novo.

      E o mesmo aconteceu comigo. Passei alguns anos da minha vida rejeitando tudo que era feminino por me considerar melhor do que a coisa toda, e hoje vejo o quanto a mídia (livros inclusos) me influenciou nesse aspecto.

      E obrigada! Fico feliz que goste do blog ^^

      Excluir

Formulário de contato