2.5 estrelas fantasia literatura nacional

Resenha: A Herdeira do Mar, Ize Chi Kiohaan

20:06neo
A Herdeira do Mar
Ize Chi Kiohaan
★★½

Cordélia Dolphin é uma adolescente quase normal: ela e seu pai já moraram em diversos países por conta do trabalho dele, e dessa vez estão se mudando para a praia de Tamarama, uma pequena península localizada no estado de New South Wales, Austrália. Carregando um trauma por quase ter morrido afogada em sua infância e por ter perdido sua mãe antes mesmo de conhecê-la, Cordélia tenta viver sua vida, encontrando novos amigos e um possível candidato a namorado.
Seu mundo vira de cabeça para baixo com a chegada de Morgan, um rapaz misterioso que rodeia sua casa e sabe detalhes sobre ela impossíveis de um desconhecido saber. Ao completar seu aniversário de dezoito anos, a vida que conhece muda completamente: ela descobre que sua mãe era uma sereia, filha do Rei de Atlântida, o governante de todos os mares. Morgan finalmente mostra a que veio: ele é um tritão, designado a protegê-la e guiá-la desde o dia em que nasceu.
Uma guerra subaquática se desenvolveu durante toda sua vida e agora é a hora de voltar e assumir seu posto de Princesa Herdeira; mas como, se sua vida humana lhe parece finalmente perfeita? Com suas barbatanas e guelras aparecendo, ela tenta continuar com sua rotina, mas as interferências de Morgan se tornam cada vez mais frequentes, e um sentimento por seu guardião pode atrapalhar todos os planos. Presa entre mitos e tradições, Cordélia terá que amadurecer como princesa e descobrir uma forma de lidar com sua nova vida, que cada vez mais se mistura à que conhecia.

Uma cópia digital foi cedida pela autora em troca de uma resenha honesta. Obrigada!

A Herdeira do Mar é um livro interessante, mas que não me cativou por um motivo: o romance. Mas falemos sobre as coisas que eu achei serem boas primeiro.

2.5 estrelas draco fantasia

Resenha: O Castelo das Águias, Ana Lúcia Merege

14:07neo
O Castelo das Águias | A Ilha dos Ossos | ?
Ana Lúcia Merege
Draco
★★½

O Castelo das Águias, romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.
Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.
Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias. Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las,desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.

Eu já tinha ouvido falar sobre O Castelo das Águias bem antes de criar coragem pra começar a lê-lo. Na verdade, foi de tanto vê-lo por aí pela internet que fiquei interessada, já que à primeira vista a sinopse não chamou minha atenção muito não apesar dos elementos que geralmente me agradam (I mean, elfos e águias guerreiras >>>). E não me chamou a atenção justamente pelo motivo que, no fim das contas, me fez não gostar desse livro: o romance.

2.5 estrelas fantasia fantasia urbana

Resenha: The Girl at Midnight, Melissa Grey

13:01neo
Série The Girl at Midnight: The Girl at Midnight | The Shadow Hour | Untitled
Melissa Grey
Delacorte Press
★★½
Embaixo das ruas da cidade de Nova York vive os Avicen, uma antiga raça de pessoas com penas ao invés de cabelo e magia a correr por suas veias. Velhos encantamentos os mantém escondidos dos humanos. De todos menos um. Echo é uma batedora de carteiras fugitiva que sobrevive vendendo tesouros roubados no mercado negro, e os Avicen são a única família que ela já conheceu.
Echo é inteligente e ousada, e às vezes ela pode ser imprudente, mas acima de tudo ela é ferozmente leal. Assim, quando uma guerrar secular se aproxima de sua cabsa ela decie que é hora de agir.
Diz a lenda que há uma maneira de acabar com o conflito de uma vez por todas: encontrar o Firebird, uma entidade mítica em que se acredita possuir um poder como o mundo jamais viu. Não será uma tarefa fácil, mas se a vida de um ladrão ensinou Echo alguma coisa é como encontrar o que ela quiser... E como tomar isso.
Mas alguns trabalhos não são tão simples como parecem. E esse pode simplesmente deixar o mundo em chamas.

The Girl at Midnight era um livro que eu estava antecipando muito. Quero dizer, o plot é sobre uma garota no meio de uma guerra entre duas raças que vivem escondidas dos humanos, uma que tem penas na cabeça ao invés de cabelos (e algumas mais nos braços) e outra que tem escamas espalhadas pelo corpo (os Avicen e os Drakharin, respectivamente). Eu adorei a ideia da primeira raça; faz tempo que não via algo tão original assim, já que (pelo que eu vejo) as criaturas sobrenaturais hoje em dia sempre são mais do mesmo. 

2.5 estrelas fantasia young adult

Resenha: Sombra e Ossos, Leigh Bardugo

16:50neo
Trilogia Greg Grisha: Sombra e Ossos | Sol e Tormenta | Ruína e Ascensão
Leigh Bardugo
Gutenberg
★★

Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.
A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.
Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

Eu me aproximei desse livro sabendo de duas coisas graças às resenhas que li antes de iniciá-lo: a) o worldbuilding é feito tendo a Rússia como inspiração e b) esse worldbuilding falha miseravelmente. Não vou falar muito disso aqui, mas só para terem uma ideia: Grisha é o diminutivo de Grigori, um nome russo. Ou seja, americanizando a coisa toda, a trilogia na verdade se chama Trilogia Greg, o que quer dizer que as pessoas super poderosas do livro são as Gregs. Sim, ridículo, eu sei.

2.5 estrelas fantasia resenhas

Resenha: Red Queen, Victoria Aveyard

16:41neo
Red Queen Trilogy: Red Queen | Untitled | Untitled
Victoria Aveyard
Orion
★★½

Os indigentes Reds são plebeus, vivendo sob o domínimo do Silvers, guerreiros de elite com poderes divinos.Para Mare Barrow, uma menina Red de 17 anos de Os Stilts, parece que nada nunca vai mudar.Mare encontra-se trabalhando no Palácio de Prata, no centro daqueles que ela mais odeia. Ela logo descobre que, apesar de seu sangue vermelho, ela possui um poder mortal e único. Um que ameaça destruir o controle dos Silvers.Mas o poder é um jogo perigoso. E neste mundo dividido por sangue, quem vai ganhar?


Esse livro tinha tudo para ser maravilhoso, mas não foi. O motivo? Clichés.
2.5 estrelas fantasia literatura nacional

Resenha: Os Doze Guardiões da Luz, Luiz Henrique Batista

22:54neo
Os Doze Guardiões da Luz 
Luiz Henrique Batista
Novo Século
★★½
Ambientado num mundo de fantasia, "Os Doze Guardiões da Luz" narra as histórias de heróis imortais que encarnam os doze signos do Zodíaco. Séculos após a grande guerra, que expulsou a Escuridão dos reinos do oeste, o povo e os heróis parecem ter se esquecido da ameaça que reside lá fora, além da fronteira das terras da Luz com os países da neblina. Alheios ao alcance dos tentáculos do inimigo, os Guardiões são pegos de surpresa quando a ameaça vem não de fora, mas de dentro do reino, justamente daqueles em quem mais confiavam: eles próprios.







Os Doze Guardiões da Luz faz parte do tipo de livro que costumo ver com frequência aqui no Brasil: uma boa história que acaba perdendo boa parte de sua qualidade por causa da escrita.

Não falo aqui de erros ortográficos ou de vírgula, conjugação, etc, mas sim das técnicas mais conhecidas da escrita, como o velho show, don't tell. Muito de Os Doze Guardiões da Luz foi contado ao invés de mostrado, principalmente as personalidades dos personagens e algumas das várias batalhas ou confrontos que acontecem durante a história. Isso me impediu de realmente me conectar com os já citados personagens e, portanto, de "mergulhar" na história como eu normalmente faria.

Não me entenda errado; como eu disse, o plot de Os Doze Guardiões da Luz é bem legal e o mundo criado pelo autor é bem interessante, assim como a história que levou aos acontecimentos narrados no livro (a explicação para o surgimento dos guardões é a+). Os próprios personagens parecem ser bem construídos, e digo parecem porque não pude "sentir" a qualidade deles (???) graças aos já citados problemas na escrita. Muito sobre eles foi contado, e isso não deixou espaço para que eu realmente os visse em ação ou os visse provando que tudo o que fora contado na narrativa era verdade. Conclusão: fiquei sentindo quase como se tivesse visto os personagens pela metade, então meio que gosto e meio que não gosto deles (sim, não faz sentido, eu sei).

Outra coisa que me incomodou na escrita foi o distanciamento do que estava acontecendo. Isso é meio que consequência do show, don't tell que não foi colocado em prática, mas tudo parecia acontecer "por cima", sem muito detalhes e de modo muito rápido. Os Doze Guardiões da Luz, pra mim, é uma ótima história que pecou demais na execução e que por isso não me conquistou. É original, bem construída e passa longe de ser uma fantasia genérica, mas a escrita... nope. Aliás, a escrita é também culpada por fazer várias cenas entre os casais da história ficarem meio piegas, o que também me irritou.

Falando um pouco dos personagens, eu gostei da maior parte. São muitos, então vários aparecem por pouco tempo ou somem por alguns capítulos, mas a personalidade de todos é apresentada de modo satisfatório. (Algo meio irrelevante que me incomodou: praticamente todo cara era alto e musculoso, o que não é ruim, claro, mas a descrição para eles foi praticamente a mesma, então meh). Gostei de Peixes mais do que esperava (também gostei da do meu signo, Aquário, apesar de ter achado o motivo pra ela ter ficado brava com Leão pra lá de idiota) e lá pro final até fiquei com um tico de pena do Escorpião. Não cheguei a odiar nenhum personagem (nem mesmo Capricórnio), mas esses foram os que mais me chamaram a atenção.

Enfim, Os Doze Guardiões da Luz fica com 2.5 estrelas.

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