literatura estrangeira resenhas sobrenatural

Resenha: O Último Sacrifício, Richelle Mead

19:46neo
Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras | Aura Negra | Tocada Pelas Sombras | Promessa de Sangue | Laços do Espírito | O Último Sacríficio
Richelle Mead
Agir

Rose Hathaway sempre jogou com suas próprias regras. Ela quebrou as regras quando fugiu da Academia St. Vladimir com sua melhor amiga e a última princesa Dragomir sobrevivente, Lissa. Ela quebrou as regras quando se apaixonou por seu maravilhoso e fora-dos-limites instrutor, Dimitri. E ela ousou desafiar a Rainha Tatiana, a líder do mundo Moroi, arriscando sua vida e reputação para proteger futuras gerações de guardiões dhampir. Agora a lei finalmente pegou Rose por um crime que ela sequer cometeu. Ela está presa pelo mais alto crime imaginável: o assassinato de um monarca. Ela precisará da ajuda de Dimitri e Adrian para encontrar a única pessoa viva que pode atrasar sua execução e forçar a elite Moroi a reconhecer uma chocante nova candidata ao trono real: Vasilisa Dragomir. Mas o relógio está correndo contra a vida de Rose. Ela sabe em seu coração que o mundo dos mortos a quer de volta… E desta vez ela realmente não tem uma segunda chance. A grande questão é: quando sua vida é dedicada a salvar os outros, quem vai te salvar?
Se Laços do Espírito foi o livro que acabou com qualquer chance que Academia de Vampiros tinha comigo, O Último Sacrifício foi o que enterrou de vez a série para mim. Quando terminei o volume cinco, pensei que o seis pelo menos traria uma melhorada, mas Deus, como eu estava enganada. As coisas que odiei em Laços do Espírito voltaram com tanta força nesse livro que em alguns momentos até contemplei a ideia de abandonar de vez a história, mas se eu tinha conseguido me arrastar por cinco livros não seria o último volume que me deteria. Continuei, e o título do livro acabou por dar nome também ao meu último ato em relação a qualquer coisa escrita pela Richelle Mead. Foi, sim, um sacrifício.

A escrita, que também mencionei na última resenha, ficou ainda pior. A cena que se destaca como a mais insuportável e mal escrita do livro para mim é a que Rose pensa ter enlouquecido. Mais uma vez, ela só faz relatar para gente como estava supostamente enlouquecendo, mas em momento nenhum sentimos essa “loucura” na narrativa. E o livro é em primeira pessoa, por Deus. Até os em terceira fazem um trabalho muito melhor em mostrar e não contar o que está acontecendo com o protagonista. A impressão que eu tive é que Rose é uma entidade à parte, contando tudo o que está acontecendo (até com ela mesma) como se estivesse vendo a situação de fora.  Se a protagonista do livro que estou lendo está experimentando algum tipo de desequilíbrio mental, eu quero sentir o que ela sente, saber porque ela acha isso, e não algo no estilo, “olha, eu estou enlouquecendo, tem escuridão na minha mente, isso é a loucura que todos falavam? Oh”. Sinceramente. Que. Diabos.

E falando da Rose, ah, sim, esse livro finalmente me convenceu que ela não tem salvação. Rose é, sem floreios, uma babaca. E sabe por quê? Bem, ela começou a namorar o Adrian e acaba tendo que fugir da Corte com Dimitri e mais tarde Sydney, certo? Pois bem; ela passa o livro inteiro se dizendo que superou Dimitri e que está com Adrian, mas aproveita TODA oportunidade para se jogar pra cima dele. Mas TODA mesmo. Dimitri pelo menos se mostrou mais correto do que ela, mas Rose, nossa querida protagonista? No final ela até hesita em dizer algo para Adrian porque precisa da ajuda dele e não queria irritá-lo agora. Tipo, oi??? Onde está seu pingo de decência, por cristo?

Como alguém que prefere o Adrian ao Dimitri, não pude deixar de me sentir irritada com todo mimimi “olha, eu estou me jogando para cima de outro, mas não estou traindo meu namorado” da Rose. Haja paciência.

E, bem, Adrian faz tudo por ela. Tudo. Qualquer coisa que ela pede, ele faz e sempre tenta ajudar. O que ele ganha em retorno? Hm, talvez a namorada dele sendo obcecada por outro enquanto afirma a cada página que não está obcecada por esse dito outro. Haja paciência de novo.

Como devem ter percebido, também odiei o romance. Vou logo dizendo que Richelle Mead quis MUITO que seus leitores acreditassem que Dimitri e Rose possuem motivos para estarem apaixonados. A Rose mesmo não perde uma oportunidade para esfregar na cara do leitor que ama o Dimitri porque, segundo ela, “ele me entende”. Os motivos de ele entendê-la tanto? Simples: ele sabe o que é querer proteger as pessoas à sua volta e também odeia ficar parado enquanto as coisas acontecem.

Ah, esqueça que essas duas coisas descrevem quase todos os guardiões do livro. Esqueça que até mesmo Eddie poderia dizer que entende a Rose por causa desses dois aspectos. É muito mais fácil acreditar que algo tão banal assim faria duas pessoas se apaixonarem desse jeito tão arrebatador do que realmente perceber que esses são os motivos mais idiotas possíveis para se apaixonar por alguém. Mas tudo bem. Prossigamos.

(Ignoremos também que Rose precisa dizer toda vez que olha pra Dimitri o quanto ele é sexy).

Uma coisa que me irritou bastante foi o modo com que a autora fez a Rose dizer alguns segredos para Victor – seu inimigo desde o livro um – como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Compreendi na hora que ela queria fazer com que Victor e Robert se juntassem ao grupo de Rose, mas não conseguiu arranjar um jeito realmente convincente de fazer isso e teve de recorrer então a forçar a Rose a contar essas coisas para eles. Foi uma manobra bem mal feita; teve como bônus fazer a Rose parecer sem noção e burra, por que, por Deus, quem divulga segredos para seu arqui-inimigo do nada assim?

O resto do livro estava okay. Na verdade, esse “resto” poderia ter transformado o livro inteiro em algo que valesse a pena ser lido, mas infelizmente não foi o que aconteceu. O Último Sacrifício, para completar, terminou não terminando; perguntas não foram respondidas e o destino de vários personagens continuou um mistério. Adivinha por quê?

Bloodlines! O spin-off de Academia de Vampiros! Porque Deus nos livre de uma série que tenha um final certo e satisfaça um leitor ocasional, não é? Nah, terminou seis livros, cinco destes sendo o inferno na Terra? Toma aqui mais seis para descobrir o que acontece com os outros personagens! Ha!

Completamente justo, é claro.

Não, eu não sou contra spin-offs. Adoro-os, na verdade, mas só quando a série principal consegue ser o suficiente para se tornar completamente independente. A sensação que tive ao terminar esse último livro foi de que na verdade ele não era o último livro da saga coisíssima nenhuma. Richelle Mead, você me vendeu metade de uma série enquanto a propaganda dizia que eu estava comprando uma série completa. Supõe-se que o leitor casual – eu – tenha que ler agora o spin-off para saber o que acontece de verdade, mas adivinha? Não leio Bloodlines nem sendo paga. Nem mesmo pelo Adrian. Muito obrigada, mas não.

Enquanto dou uma estrela para O Último Sacrifício, gostaria de pedir algo para quem quer que tenha terminado esse livro também: qual diabos foi o último sacrifício mesmo, hein? Até agora não encontrei sacrifício nenhum nessa história. Só o do meu tempo mesmo. 1.0 estrela.


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Resenha: Laços do Espírito, Richelle Mead

13:38neo
Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras | Aura Negra | Tocada Pelas Sombras | Promessa de Sangue | Laços do Espírito | O Último Sacríficio
Richelle Mead
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Depois de uma longa e dolorosa viagem à Sibéria, terra natal de seu amado Dimitri, Rose Hathaway finalmente voltou à escola e reencontrou sua melhor amiga, Lissa. A formatura se aproxima, e elas mal podem esperar pela vida que vão ter além dos portões da São Vladimir. No entanto, o coração de Rose dói cada vez que se lembra do que passou na Rússia o fracasso em salvar Dimitri e do que ainda precisará enfrentar. Sua jornada inclui libertar o perigoso Victor Dashkov da prisão de segurança máxima e encontrar Robert Doru, o único que possui informações para resgatar Belikov das terríveis profundezas de sua condição de Strigoi. A vampira acredita existir apenas uma chance em um milhão, até porque Dimitri continua sua perseguição para matá-la. Sentenças de morte e declarações de amor se confundem, e ela precisa correr contra o mais implacável dos inimigos: o tempo. E, dessa vez, Rose prometeu a Lissa que a levaria junto. Será que a princesa Moroi terá forças quando souber o que a espera? Em “Laços do espírito”, Richelle Mead continua a saga que renovou a literatura de vampiros e apresenta uma história repleta de dilemas, intrigas políticas e emoções extremas que vai conquistar mais uma vez os leitores.
Esse foi o livro que acabou com qualquer chance de eu continuar gostando (o mínimo possível) de Academia de Vampiros. Há tantas coisas erradas com ele que eu mal sei por onde começar, para vocês terem uma ideia. Laços do Espírito me fez revirar os olhos em praticamente toda página, e os culpados, infelizmente, não foram apenas os personagens.

A escrita dessa série veio piorando com cada livro, mas em Laços do Espírito eu comecei a me perguntar o que diabos tinha acontecido com a autora. Não me lembro de as coisas serem tão ruins assim no primeiro volume; quero dizer, é um YA e YAs geralmente possuem escritas mega simples, mas isso nunca me incomodou muito porque sei que é regra do gênero, então quando abro um livro como esse procuro me focar apenas na história e ignorar a escrita simples (que, como vocês provavelmente já sabem, não é minha preferida). Em Laços do Espírito, porém, a escrita não é simples; é ruim. Muito ruim.

Por que é ruim? Porque a quantidade de tell é estupidamente gigante e a de show surpreendentemente pequena. Rose passa o livro todo relatando pra gente o que está acontecendo e como ela está se sentindo, mas raras – quase inexistentes – são as vezes em que realmente nos é mostrado o que ela está sentindo. Como se conectar a um livro assim? Não rola, e olha que eu tentei pelo bem da minha sanidade.

E, é claro, os personagens foram de mal a pior. Rose mesmo perdeu todo o respeito que eu tinha por ela e Dimitri se tornou ainda mais chato. O romance então… Tão melodramático que parecia roteiro de novela mexicana. O motivo que a autora encontrou para mantê-los separados dessa vez foi muito ridículo. Tive vontade de socar Dimitri por manter a Rose longe por um motivo tão estúpido e de chutar a Rose por insistir nele tanto e de um jeito tão pedinte.

E obviamente a Rose continua cometendo erros sem ser punida por isso. Em um momento do livro ela causa a morte de mais de dez pessoas e só pensa nisso por tipo, dois parágrafos. Tipo, você causou a morte de mais de dez pessoas, querida!!!!Acorda!!!

Tal episódio não é mencionado depois.

Ah, e perdoe-me, ela é punida sim. Pelo Eddie. Que fica sem falar com ela durante algumas páginas.

Incrível.

Movendo para a estrutura do livro, o ponto mais “ohh” da história acontece um pouco depois da metade e praticamente nenhuma expectativa é criada para esse acontecimento. Quando vi que tudo tinha se resolvido fiquei tipo, “mas já?”, porque, sinceramente, pelo fim do livro quatro eu estava esperando algo tão mais… Grave, acho? Sabe, algo que fosse realmente ser difícil e empolgante, mas essa metade do livro passou tão rápido e apesar de acontecer muita coisa, nada pareceu ser difícil ou sei lá, não houve tensão nenhuma, nada que me fez ficar “e agora?”

O resto do livro foi enrolação e melodrama até o dito cujo terminar com um cliffhanger que seria perfeito se a obra tivesse sido boa. Não foi, então minha empolgação para começar o livro seis depois de terminar esse estava no inferno de tão baixa. Uma estrela para Laços do Espírito, e uma apenas porque não tem como dar nenhuma.

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Resenha: Promessa de Sangue, Richelle Mead

20:44neo
Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras | Aura Negra | Tocada Pelas Sombras | Promessa de Sangue | Laços do Espírito | O Último Sacríficio
Richelle Mead
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★★★
A vida da guardiã Rose Hathaway nunca será a mesma. O recente ataque a Academia St. Vladimir devastou todo o mundo Moroi. Muitos estão mortos. E, pelas poucas vitimas carregadas pelos Strigoi, o destino deles é ainda pior. Uma rara tatuagem agora adorna o pescoço de Rose, uma marca que diz que ela matou Strigoi demais para contar.Mas apenas uma vitima importa… Dimitri Belikov. Rose agora deve escolher, um de dois caminhos bem diferentes: princesa – ou, abandonar a academia para sair sozinha em uma caça para matar o homem que ela ama. Ela terá de ir ao fim do mundo para encontrar Dimitri e manter a promessa que ele implorou para ela fazer. Mas a pergunta é, quando a hora chegar, ele irá querer ser salvo? Agora, com tudo em jogo – e mundos de distancia da St. Vladimir e sua desprotegida e vulnerável, e recentemente rebelde, melhor amiga – Rose pode encontrar forças para destruir Dimitri? Ou, ela vai se sacrificar para ter uma chance em um amor eterno?
E minha saga para terminar Academia de Vampiros continua. Como já sabem, essa série costumava ser meu YA favorito, mas fui me decepcionando na medida em que relia os três primeiros livros, após cinco anos desde meu primeiro contato com a história. Confesso que Promessa de Sangue me decepcionou também - ou nem tanto, já que a essa altura do campeonato eu estava esperando me decepcionar mesmo -, mas se saiu melhor que os volumes anteriores. Porém, ainda assim, ficou abaixo do que eu me lembrava dele ser.

Meu grande problema com esse livro se resume a duas coisas. Primeiro, a narrativa que abusou demais do tell e não do show. Houve momentos em que a história realmente pareceu um relatório; Rose nos dizia que estava se sentindo de tal modo e ponto final. Não houve o mostrar, e isso impediu que eu me conectasse com a história durante a maior parte do tempo. Até as cenas que provavelmente entram no rank das mais tristes da história não me causaram absolutamente nada. E se um livro não faz com que eu sinta algo, fica impossível realmente apreciar a leitura.

Segundo, a Rose. Eu costumava gostar muito dela e ainda o faço (de certo modo), mas não posso deixar de notar que agora ela é praticamente uma Mary Sue. Os caras se apaixonam por ela aos montes (três só nos primeiros três livros), ela é extremamente boa no que faz (mesmo tendo ficado dois anos longe da academia) e todo mundo ou a odeia de imediato ou a ama sem muito motivo. E o número de vezes que temos as habilidades dela esfregadas na nossa cara durante essa série não está no gibi.

A única outra coisa que me incomodou foi o início meio monótono. Para falar a verdade, a coisa só engrenou mesmo no final. Mas nada tão grave assim.

O lado bom do livro está em parte do plot. Não sei exatamente como me sentir sobre ele estar sendo todo voltado para o romance agora, mas fico bem feliz de ver coisas que a autora introduziu no primeiro volume sendo resgatadas no quarto, depois de tanto tempo. Isso indica que ela construiu bem a história e, bem, qualquer tipo de pista espalhada sendo reunida faz com que eu sinta que a leitura está valendo a pena em qualquer livro. Então gostei mesmo.

Outra coisa que me agradou foram os acontecimentos na academia enquanto a Rose estava longe. Avery pareceu ser um personagem muito interessante, e é uma pena que não tenha havido um aprofundamento melhor nela.

Então, sim, gostei da leitura, mas infelizmente não o bastante para considerar Promessa de Sangue um livro realmente bom, embora o suficiente para colocá-lo acima de Aura Negra e de Tocada Pelas Sombras. Já comecei a ler o quinto, Laços de Espírito, e esse é inédito para mim, então a próxima resenha vai sair totalmente da minha primeira impressão.

Sem mais delongas, três estrelas para Promessa de Sangue.


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Resenha: Os Garotos Corvos, Maggie Stiefvater

16:28neo

A Saga dos Corvos: Os Garotos Corvos | Ladrões de Sonhos | Blue Lily, Lily Blue | Ainda Sem Nome
Maggie Stiefvater
Verus
★★★
Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela.Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.
Os Garotos Corvos Ã©, para mim, um livro meio difícil de se avaliar e o motivo é bem inusitado: ele não é como os livros YA que eu já tenha lido.

Quando começo um livro YA, já sei quais são as coisas que provavelmente encontrarei de erradas nele: personagens sem personalidade, romance tosco e mimizento, escrita simplória, plot raso ou inexistente, etc, etc, etc, mas Os Garotos Corvos me surpreendeu justamente por não ter nenhum desses defeitos - os personagens tem personalidade, o romance não é tosco e mimizento, a escrita é muito boa para um YA e o plot é bem interessante. Então vocês já podem imaginar minha surpresa quando, ao chegar à última página do livro, eu percebi que não tinha gostado tanto dele assim.

Tive que refletir um pouco sobre o porquê de não estar perdidamente apaixonada pela história, já que ela tem literalmente o que eu amo ler e cheguei a uma conclusão: três coisas arruinaram Os Garotos Corvos para mim.

A primeira não é sequer relacionada a Os Garotos Corvos, mas sim a outro livro que li recentemente e que tinha um dos personagens mais bem caracterizados e simpatizáveis que já vi. Esse outro tem um personagem tão bem construído que qualquer um de qualquer livro que li depois desse acabou sem graça pra mim. Então é, eu provavelmente teria gostado mais de Os Garotos Corvos se o tivesse lido em outro momento. Ainda estou com a velha depressão após um bom personagem.

A segunda foi a falta de ritmo. Os Garotos Corvos tem um plot excelente justamente por ter muito mistério, mas o ritmo do livro foi muito ruim e acabou estragando esse suspense. A escrita, como eu já disse, é incrivelmente boa para um YA, o que me surpreendeu bastante (e como eu li Os Garotos Corvos e Estilhaça-me ao mesmo tempo a superioridade da escrita de Stiefvater ficou ainda mais evidente, já que Stiefvater > abismo > Mafi), mas a autora abusou demais de divagações e deu voltas demais para explicar coisas simples. O resultado foi um livro extremamente lento no início e na metade do meio, por assim dizer.

A terceira coisa foi a que me deixou mais confusa - eu não gostei dos personagens. Sim, eles tinham personalidade e eram até bem reais, mas eu achei a maior parte deles um saco. O Adam me deu nos nervos por ser um babaca com o Gansey, o Ronan não me convenceu com seus pitis e a Blue acabou meio oi, olha como eu sou diferente demais pra mim. Consegui simpatizar com o Gansey e adorei o Noah, mas dentre os quatro garotos corvos o Noah é, obviamente e como é de se esperar de um personagem que eu goste, o que menos aparece e o que tem a história mais trágica de todas. Brilhante.

E, Deus, como eu quis chutar a Blue e o Adam por todo mimimi Gansey/Ronan são garotos corvos ricos e por isso eles não prestam/não me entendem!!!!! porque, sério, não. Não. Não, não e não.

Blue e Adam, vão lamber sabão, fazendo o favor.

Então, resumindo, Os Garotos Corvos Ã© um dos poucos livros YA que posso afirmar sem titubear que tem qualidade sim. Nem mesmo o romance me incomodou (em parte porque ele mal está presente nesse primeiro volume, acho) e o plot é muito, muito bom. Mas eu não consegui me conectar com a história pelos motivos já citados, então não posso avaliá-la em quatro estrelas ou até mesmo cinco como era minha intenção. Os Garotos Corvos fica com três e com a promessa de que lerei o segundo volume algum dia, o que, acredite, é grande coisa, já que eu só consigo me lembrar de dois livros YA que me fizeram ter vontade de continuar - Academia de Vampiros Os Instrumentos Mortais, e adivinhe, hoje em dia eu não gosto de nenhuma delas. Oremos para que o mesmo não aconteça com Os Garotos Corvos.

*arte por yuumei
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Resenha: Tocada Pelas Sombras, Richelle Mead

18:38neo
Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras | Aura Negra | Tocada Pelas Sombras | Promessa de Sangue | Laços do Espírito | O Último Sacríficio
Richelle Mead
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★★
Rose Hathaway sabe que é um erro se apaixonar por um de seus instrutores. Lissa, sua melhor amiga e última princesa do clã dos Dragomir, deve vir sempre em primeiro lugar. Rose precisa protegê-la. Mas, infelizmente, quando se trata de Dimitri Belikov, algumas regras parecem existir apenas para serem quebradas. Justamente quando Lissa e Rose veem seu pior inimigo, Victor Dashkov, a um passo de sair da prisão, imagens sombrias começam a invadir a mente de Rose, prenunciando algo terrível à espreita da Escola São Vladimir. A tensão ronda o mundo dos Moroi mais do que nunca. Os Strigoi desejam vingança pelas mortes causadas por Rose em Spokane. Numa batalha de tirar o fôlego, ela viverá seus piores pesadelos ao ter de escolher entre o amor de sua vida e sua melhor amiga. Será que essa escolha significa que apenas um deles sobreviverá?
Não falarei muito do enredo de Tocada Pelas Sombras dessa vez. Basta dizer apenas que a tensão entre Strigoi e Moroi/dampiros iniciada e indicada nos livros anteriores finalmente explode neste terceiro volume, como a sinopse já deixa no ar. Portanto, falarei mais sobre como eu me senti ao ler essa história.

Para ser bem sincera, me senti decepcionada. Quem acompanha minhas resenhas dos livros de Academia de Vampiros desde o início sabe que eu considero essa série a melhor do gênero YA da atualidade, mas que já no segundo livro fiquei meio “meh” com a coisa toda. E isso só piorou com esse terceiro volume.

Veja bem, houveram sim pontos positivos. Em Tocada Pelas Sombras vemos o crescimento e amadurecimento de Rose de forma mais concreta, e somos relembrados da amizade forte entre ela e Lissa e, também, do relacionamento entre ela e Dimitri. Os personagens secundários, como Christian e Adrian, dão um show, tanto que ambos conquistaram o primeiro lugar, empatados, como meus preferidos dessa série.

Mas os pontos baixos também estão aí, infelizmente. A começar pelo romance. Deus, o romance me irritou demais nesse livro. E isso me deixou meio surpresa. Quando penso na vez que li os quatro primeiro volumes de Academia de Vampiros anos atrás, a primeira coisa que me vem à cabeça é o quanto eu adorei o Dimitri. Ele era meu preferido da categoria “pares românticos de protagonistas de YA”, e eu gostava dele e da Rose juntos. Eram meu casal de ouro, praticamente.

Hoje, porém, Dimitri me mata de sono e 90% das cenas onde ele e Rose estão juntos me dá náuseas.

E eu realmente não consigo identificar o que mudou. Talvez eu tenha crescido (??). Quero dizer, quando li Academia de Vampiros pela primeira vez eu tinha uns 13, 14 anos. Agora tenho 18, mas Deus sabe como não mudei praticamente nada nesses cinco/quatro anos que se passaram. Meu gosto para livros continua basicamente o mesmo, mas se for para ser sincera, admito que estou cada vez mais saindo dos livros de YA e estacionando de vez na minha primeira paixão literária, a fantasia. Talvez o problema seja comigo e eu realmente precise riscar “sobrenatural” dos meus gêneros favoritos e ficar só com literatura fantástica e policial. Quem sabe.

Massss, voltando ao romance. Foi piegas. Cheio de mimimi. Toda vez que Rose começava a falar de Dimitri eu já começava a revirar os olhos e a respirar fundo. Foi tenso.

Agora eu obviamente prefiro o Adrian. Que, mais uma vez obviamente, não vai ficar com Rose (aposto minha língua que não fica). E isso me faz concluir que sim, eu sempre escolho a ponta do triângulo que vai ficar sozinha. Talvez isso seja um sinal.

Outra coisa que me irritou muito em Tocada Pelas Sombras foi a mania da Richelle Mead de sempre explicar coisas que a gente já sabe porque já aconteceram nos livros anteriores. Gente, que porre. Se eu estou lendo o terceiro livro, é óbvio que sei o que acontece no primeiro e no segundo. Precisa mesmo parar para explicar toda hora que algo que remete aos primeiros volumes aparecer no meio da narrativa? Não, não precisa. Me senti um tanto rebaixada como leitora, sério mesmo.

Para finalizar, esse foi um livro que começou normal, se arrastou de modo meio monótono e terminou bem. O final é realmente bom, do tipo que te deixa querendo saber o que vai acontecer no próximo volume. Eu já sei, é claro, porque já li o quarto livro lá nessa minha primeira leitura da série. Porém, o quarto, Promessa de Sangue, foi o último que li de Academia de Vampiros. Na época o sexto nem tinha sido lançado, e eu ignorei o quinto por ter medo que um certo personagem - cof Dimitri cof - fosse morrer. Hoje não dou a mínima pra ele, então bola pra frente.

Enfim, duas estrelas para Tocada Pelas Sombras
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Resenha: Aura Negra, Richelle Mead

20:38neo
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Richelle Mead
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★★★
A Escola São Vladimir está em alerta após um ataque dos sanguináreos Strigoi. Os Guardiões admirados por suas habilidades e seus grandes feitos, se preparam para entrar em ação. A escola envia seus alunos para um hotel de luxo e bem protegido, porém um imprevisto obriga Rose a deixar a segurança de seu lar e impedir que o pior aconteça. Apenas quando a vida de seus amigos está por um fio é que a heroína descobrirá força dentro de si.






Enfim terminei de ler esse bendito livro. Demorou um pouco, mas finalmente vim aqui dizer o que achei do segundo volume da série Academia de Vampiros, aqui no Brasil lançado como Aura Negra por motivos que estão além da minha compreensão. Como disse quando postei a resenha do primeiro livro, O Beijo das Sombras, essa é a segunda vez que estou lendo a série. Na verdade, não a terminei a ainda; acho que parei no quarto volume, se não estou enganada. Mas vamos ao que interessa.

Começo dizendo que Aura Negra não conseguiu superar O Beijo das Sombras para mim. Isso significa que o livro é ruim? Não, não, longe disso na verdade, mas algumas coisas acabaram me deixando incomodada nesse segundo volume. Mas deixarei essas observações para o final.

Como é mal explicado na sinopse, os Strigoi - os vampiros maléficos que não podem usar magia - fazem uma ataque aos Moroi - os vampiros "bons" que podem usar magia e não matam ao se alimentar - logo no início do livro. E, ao contrário de muitos outros já feitos no passado, este conta com duas coisas que os Moroi e os dampiros não esperavam; a primeira, organização e quantidade (os Strigoi são tão ruins mesmo que costumavam se virar até contra os da própria espécie, e jamais trabalhavam em conjunto). E a segunda, e a pior na minha opinião, é a ajuda de humanos.

Isso, é claro, muda tudo; com homens ajudando os Strigoi, a luz do sol deixa de ser segura para Moroi e dampiros, e o pânico começa a se espalhar pela já atemorizada sociedade de vampiros e mestiços. Como é época de Natal, a Academia resolve mandar seus alunos para um hotel de luxo onde todas as famílias poderiam se encontrar em segurança, sendo vigiadas vinte e quatro horas por dia por uma quantidade ainda maior de guardiões.

Dois personagens que foram apresentados nesse segundo livro merecem destaque: a primeira é a mãe da protagonista, a Janine Hathaway, uma guardiã com uma boa reputação que não possui uma relação lá muito boa com sua filha. O segundo é Adrian Ivashkov, um Moroi de uma das mais poderosas famílias reais que parece ter um interesse além do normal em Lissa Dragomir, a melhor amiga de Rose.

Eu odiei e adorei a Rose nesse livro. Odiei-a porque seu relacionamento com Dimitri começou por fim a me irritar (estava demorando até, né);o modo como ela toda hora tinha que acabar falando alguma coisa imatura e, sinceramente, estúpida quando estava com ciúmes dele me deixou revirando os olhos a cada duas páginas. E, apesar de meio que já saber que isso pode ser consequência de coisas além da compreensão ou do controle dela, toda hora que uma cena com os dois começava eu já soltava um suspiro profundo de frustração. E, é claro, o fato de que Dimitri vem caindo mais e mais na categoria de chato para mim não ajudou muita coisa.

Por outro lado, a adorei quando o assunto era sua mãe. Janine Hathaway literalmente deixou a menina quando ela era pequena na Academia e se mandou para cumprir seus deveres como guardiã. Mal a visitava ou lhe dirigia alguma atenção. Para mim, Rose tem todos os motivos do mundo para ficar irritada e não há santo nesta terra que me convença do contrário. Ainda mais nas cenas em que Janine tentava lhe passar um sermão sendo que nunca, jamais, cumpriu seu papel de mãe nos momentos em que ela provavelmente precisou. Desculpe, mas se você não faz a parte boa não tem direito a fazer a parte ruim. Ponto.

(Mas todo mundo concorda que a Rose estava errada e eu continuo aqui gritando não!!!! sozinha, então né).

O final para mim ficou um pouco corrido, mas nada muito grave, e a escrita, como sempre, é simples ao extremo (o que entendo por causa do gênero). Gostei do livro; foi bom o suficiente para manter VA como minha séria YA preferida, e amanhã mesmo já planejo começar o terceiro (ou hoje de noite, quem sabe). Enfim, três estrelas para Aura Negra.


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Resenha: O Beijo das Sombras, Richelle Mead

18:33neo
Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras | Aura Negra | Tocada Pelas Sombras | Promessa de Sangue | Laços do Espírito | O Último Sacríficio
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★★★
Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O Beijo das Sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.
Eu meio que já tinha lido uma boa parte dá série Vampire Academy há alguns anos (acho que em 2010), mas em português mesmo e ainda traduzido por fãs. Lembro que esperei lançarem aqui no Brasil, mas desanimei quando anunciaram o título (O Beijo das Sombras Ã© nome do primeiro aqui no Brasil, sendo que lá fora esse é o nome do terceiro??? Pois é). Vi a edição na livraria e achei meio meh. Letras grandes demais pro livro ficar mais grosso. Não me agradou.

E, apesar de já ter todas as versões traduzidas no meu computador, nunca terminei de ler. O por quê? Estava com medo do final; meu personagem preferido estava meio que no caminho da morte. Preferi me iludir com a sobrevivência dele na minha imaginação e deixei a série de lado; cheguei bem perto de esquecer da sua existência, na verdade.

Mas, como alguns de vocês provavelmente sabem, Vampire Academy vai se tornar um filme. Quando vi o trailer, fiquei meio horrorizada, porém. Não era bem como eu me lembrava do livro ter sido. E eu me lembrava ter gostado muito dos livros - tanto que VA era minha série YA preferida. Pensei em aproveitar e fazer uma resenha aqui pro blog logo, mas algo me parou… Será mesmo que eu ainda considerava Vampire Academy um YA digno? Afinal, já fazia um bom tempo desde que eu tinha lido o primeiro volume. E, bem, eu já estava meio traumatizada com Os Instrumentos Mortais - uma série que eu adorava e que também li traduzida por fãs antes de lançarem aqui, mas que hoje não consegue mais prender minha atenção de jeito nenhum. Então decidi ler os livros mais uma vez antes de postar minha opinião aqui.

E foi isso que me motivou a comprar o box da série em ing que demorou lindos dois meses para chegar. Comecei a ler o primeiro hoje mesmo e terminei há pouco. E, finalmente, posso dizer o que penso, pelo menos do livro um.

Vampire Academy (ou O Beijo das Sombras aqui no Brasil) se difere dos zilhões de livros YA por aí por um motivo simples: o grande impulsionador do plot é a amizade entre a protagonista, Rose, e Lissa, sua melhor amiga. Rose não age ou deixa de agir por causa de um garoto ou porque o plot comanda ou ainda por seus pais, o que seria meio que cliché a essa altura. Ter um livro YA com duas protagonistas com personalidades definidas compartilhando uma amizade forte é algo bem perto de um milagre. Boa parte das protagonistas de YA têm um amigo homem ou uma amiga mulher que não influencia muito na história e está ali só para preencher espaço mesmo. Em VA, porém, as coisas são bem diferentes.

Lissa é uma princesa Moroi - um tipo de vampiro mortal que bebe sangue humano sem matar e que pode usar magia - e Rose é uma dampira - meio vampira, meio humana. Em um mundo em que a presença dos Strigoi - vampiros imortais maléficos que precisam de sangue Moroi para viver - é constante, os dampiros, mestiços de Moroi com humanos, são encarregados de proteger esses “vampiros do bem”; do contrário, sua própria raça pode desaparecer.

É para ser a guardiã de Lissa que Rose vem treinando desde sempre. E é para protegê-la que ela leva a garota para longe da Academia onde ambas cresceram e estudaram até então. No início, não sabemos que tipo de perigo Lissa corria ou o que desencadeou a fuga das duas; são perguntas que a autora lança logo nos primeiros capítulos, mas que só responde lá pelos últimos. Foi um jeito esperto de manter os leitores curiosos e fazer todo mundo ler até a última página.

O livro começa com Lissa e Rose sendo trazidas de volta para a Academia pelos guardiões. E, mesmo após dois anos, o lugar se mostra cada vez mais perigoso para Lissa, a quem Rose quer proteger a todo custo. Somos apresentados, pouco a pouco, aos estranhos poderes de Lissa e as suas obscuras consequências, ao mesmo tempo que algumas perguntas vão sendo respondidas à medida em que a história avança.

É claro que plot nenhum, por mais bom que seja, é capaz de prender a atenção da maior parte das pessoas se os personagens não forem no mínimo razoáveis. E os personagens de VA são bons e, o melhor de tudo, não parecem estereótipos; cada um tem suas motivações e seus segredos, e todos têm seu papel na história.

Nem mesmo o romance me irritou. E olha que eu me irrito com praticamente todos os romances de todos os livros. Mas o de VA vem na medida certa; não tira o foco do plot, não é mimizento, e os pares românticos das duas realmente ajudam no desenrolar dos acontecimentos.

E quanto à escrita… É uma escrita padrão de YA. Nada muito descritivo, mas também não chega a ser vago ou sem graça. Não é meu tipo preferido - até porque é em primeira pessoa, embora os verbos sejam, graças aos céus, todos no passado -, mas se encaixa bem com o gênero.

Então, sim, como já devem ter percebido, VA não deu uma de TMI pra cima de mim. Ainda é meu YA preferido. Acho que hoje mesmo começo o segundo e assim que terminar estarei postando a resenha dele também. Enfim, três estrelas para VA aka O Beijo das Sombras.

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