Capital Revelada
Atlas Moniz
★★★★
O limite do vazio, emoções tomando forma. Olhos que o encaram do negrume, o espectro de um garoto há muito morto, uma realidade oculta. Para Luiz Azevedo, universitário e historiador em formação, tudo começa com uma foto velha, presumivelmente da década de 1920, de um jovem com feições do leste asiático: um rapaz que parece sair da foto para assombrar seus dias e noites, que parece segui-lo nos melhores e piores momentos.
Uma relação abusiva, uma tentativa de suicÃdio, um jovem socorrido em mais um de seus piores momentos. O tal Marcos Castelo Branco (ou Marcos Akiyama?), colega de faculdade de ascendência asiática, tem uma semelhança assustadora com o retratado na foto de oitenta anos antes. Quando Luiz e Marcos começam a se conhecer, quando seus destinos começam a se entremear, as grandes questões parecem uni-lo em um confronto contra o desconhecido: quem é o rapaz da foto e por que ele se parece com Marcos; por que ele insiste em observá-los de perto, das portas de seus quartos, parado e inexpressivo como uma estátua de mármore, morto há décadas?
Tudo começa e termina com uma foto.
Comecei a ler esse livro um tanto hesitante. Dessa vez não por ser nacional (ha!), mas sim por ser fantasia urbana, um subgênero de fantasia que não curto tanto assim, e por ser de um estilo que com toda certeza desse universo não tem nada a ver comigo ou com nada que eu leio e gosto. Capital Revelada me lembrou um tanto umas paradas mais, hm, não de gênero, por assim dizer, e bem... eu costumo não gostar de nada que não seja de gênero, ou seja, que não seja de fantasia, sci-fi, etc. Então Capital Revelada não é exatamente o tipo de livro que eu escolheria pra ler tendo como base a sinopse/o estilo.




