2 estrelas distopia literatura nacional

Resenha: A Torre Acima do Véu, Roberta Spindler

17:54neo
A Torre Acima do Véu
Roberta Spindler
Giz Editorial
★★

Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles.
Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras.
Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram.
Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família.

A Torre Acima do Véu foi um dos primeiros livros que comprei esse ano, lá em janeiro ou fevereiro, que foi quando o tentei ler pela primeira vez e acabei desistindo por não conseguir "entrar" na história. Ontem, porém, estava querendo ler alguma coisa e Mage's Blood, minha leitura atual, não estava se mostrando tão atraente assim, então resolvi dar uma nova chance para essa distopia brasileira (também faz um bom tempo que não leio livro físico, e estava com saudades, oops).

distopia livros não publicados no brasil resenhas

Resenha: The Summer Prince, Alaya Dawn Johnson

20:54neo
The Summer Prince
Alaya Dawn Johnson
Arthur A. Levine Books
★★★

Uma história de parar o coração de amor, morte, tecnologia e arte que se passa em meio aos trópicos de um Brasil futurista. 
A cidade exuberante de Palmares Três brilha com tecnologia e tradição, com rodinhas de fofocas e políticos experientes. No meio desta metrópole vibrante, June Costa cria a arte que certamente a fará lendária. Mas seus sonhos de fama se tornar algo mais quando ela conhece Enki, o novo Summer King. A cidade inteira se apaixona por ele (incluindo o melhor amigo de June, Gil). Mas June vê mais a Enki do que os olhos de âmbar e um samba letal. Ela vê um colega artista. 
Juntos, June e Enki apresentarão projetos explosivos e dramáticos que Palmares Três nunca vai esquecer. Eles irão adicionar combustível a uma revolta crescente contra os limites do governo sobre nova tecnologia. E June se apaixonará profundamente, e infelizmente, por Enki. Porque como todo Summer King antes dele, Enki está destinado a morrer.
Pulsando com a batida de um Brasil futurista, queimando com as paixões de seus personagens, e transbordando de idéias, este romance ardente vai deixar você ansioso por mais de Alaya Amanhecer Johnson.
Avaliar esse livro é meio difícil. 
Veja bem, quando o peguei para ler já tinha lido algumas resenhas sobre como a cultura brasileira era usada de forma “errada” pela autora, então eu meio que estava esperando odiar The Summer Prince com todas as minhas forças. Mas, surpreendentemente, eu não odiei.

Sim, a cultura brasileira é usada de forma errada. Bem, na verdade, não é nem errada, mas sim estranha. Eu não senti, em nenhum momento, que o livro se passava no Brasil, nem mesmo quando os personagens foram para Salvador, onde eu nasci/moro. Talvez parte disso se deva ao fato de que a história acontece uns 300 anos depois que o mundo - Brasil incluso - entrou em colapso, mas acredito que a verdadeira razão é que o livro foi escrito por uma pessoa que não é brasileira e que, talvez por isso, não conseguiu realmente entender nossa cultura. Alguns aspectos dela - dança, música, uma ou outra comida típica - foram jogados no meio da narrativa meio do nada, e a forma com que o samba foi mostrado me fez revirar os olhos. Alguns estereótipos ficaram bem visíveis; perdi a conta do número de vezes em que alguém dançou como se fosse morrer e/ou o número de vezes em que o dançar foi extremamente romantizado. Alguns nomes também me soaram estranhos (Oreste? Enki? Wanadi? Que?), mas talvez a história ser no futuro justifique isso.

A personagem principal, June (e o nome americano dela me fez torcer o nariz até a autora explicar o porquê dele, e mesmo assim acho que não custava nada ter colocado um nome brasileiro na guria), me irritou um pouco, principalmente no início. Ela não perde uma oportunidade para afirmar e reafirmar que é a melhor artista de Palmares Três e tudo o que ela faz é supostamente em nome da arte. Apesar de achar o desejo dela de ser famosa algo refrescante (não aguento mais protagonistas de YA que se escondem até da própria sombra), isso eventualmente deixou de ser interessante para se tornar um estorvo. Os pensamentos e falas dela me arrancavam um cala a boca, June pelo uma vez a cada três páginas. E nas primeiras 100 páginas, o plot também é meio inexistente. Eu não fazia ideia de para onde o livro estava indo, e mesmo depois ele é, de certa forma, “solto”. 

Por que três estrelas então? Bem, é porque o livro marca pontos onde muitas outras distopias juvenis perdem. Para começar, os temas que a autora propõe são “discutidos” com muito mais complexidade se comparado a outras distopias do tipo que eu já li (Jogos Vorazes, Divergente, Feios), como por exemplo privilégio (na cidade-pirâmide de Palmares Três quanto mais alto você mora, mais rico/bem visto você é + a exclusão dos homens do poder), o papel da arte nas revoluções, o desistir de uma vida fácil para lutar por algo que você acredita, conflitos entre gerações (em Palmares Três as pessoas chegam a viver por um século e tanto, sempre semi-jovens, e os mais novos, com menos de 30 anos, os wakas, têm suas opiniões sempre desconsideradas, enquanto os grandes basicamente mandam em tudo ignorando o resto todo) e até mesmo a questão de quanto de tecnologia é muito ou pouco. Além disso, a escrita é muito boa, e eu gostei de como o relacionamento de June com seus pais e também o com Bebel, que eu pensei que iria ser a típica garota rival de YA, foram tratados pela autora. 

Outra coisa no mínimo interessante é como “rótulos” para sexualidade não existem em The Summer Prince. Depois que o pai de June morre, por exemplo, a mãe dela se casa com outra mulher, e Gil, o melhor amigo dela (sim, um cara) é quem se envolve com Enki de início. Sexo também é visto de modo bem casual (e o poliamor reina em várias ocasiões), o que não me incomodaria nem um pouco se o brasileiro já não fosse visto como extremamente sexual. Aliás, essa liberdade sexual toda causou algumas cenas bizarras que me fizeram questionar o que se passou na cabeça da autora na hora de escrevê-las.

O próprio worldbuilding é legal, mas fica muito vago em vários aspectos. Até agora não entendi porque existem moon years e como diabos o sistema de eleição funciona a cada ano. E não há explicação quase nenhuma sobre o colapso do mundo como o conhecemos hoje, embora um pouco seja dito sobre a criação da cidade sim.

No geral, é um bom livro. Ia dar 2.5 estrelas para ele, mas a escrita me conquistou e o ritmo é ótimo também. Então, né, 3 estrelas para The Summer Prince
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Resenha: Estilhaça-me, Tahereh Mafi

15:12neo
Trilogia Estilhaça-me: Estilhaça-me | Liberta-me | Incendeia-me
Tehereh Mafi
Novo Conceito
★★
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.
Esse livro foi sem dúvida uma viagem. Eu nem sei por onde começar essa resenha, sinceramente, porque Estilhaça-me me deixou meio estupefata. E infelizmente não foi por ser bom. E nem mesmo por ser ruim. Estilhaça-me  foi... uma experiência singular.

Ou seja, o livro foi bizarro. Muito bizarro.

E olha que eu já esperava que ele fosse ser um tanto complicado, mas não pelos motivos que tenho agora. Acompanho de perto alguns blogs gringos e Estilhaça-me ou é amado ou odiado por eles sem o menor espaço para um "mais ou menos". Recentemente até acompanhei uma discussão sobre os pares românticos do gênero YA, sobre como eles sempre são stalkers babacas que se tornam o mundo da protagonista no decorrer da história, e Estilhaça-me foi criticado justamente por ter um projeto de par romântico que se encaixa bem nesse estereótipo. Então eu meio que só comecei a ler esse livro para ter minha própria opinião sobre essa polêmica toda, mas, infelizmente, o par romântico stalker babaca aparentemente só se desenvolve mesmo no livro dois e eu meio que preferiria dar um tiro no meu próprio pé a ler a continuação dessa história. Então não foi esse o motivo de eu ter achado Estilhaça-me um livro bizarro. A culpa foi, principalmente, da escrita.

Tá, eu sei que a Mafi estava meio que tentando mostrar que Juliette não é o que pode se chamar de sã, mas esse livro tem umas pérolas incríveis. São comparações, metáforas e descrições no geral que são tão absurdas que fazem você pausar a leitura e encarar a parede mais próxima por alguns minutos antes de continuar. Sério.

Olha o nível:

(Não vou traduzir porque tem versão brasileira e eu não sei como está na tradução oficial).
It’s the only reason Adam is staying with me—because Warner thinks Adam is a cardboard cutout of vanilla regurgitations. (Chapter 24)

Preciso dizer alguma coisa? Não, né?

O livro inteiro é assim. Algumas passagens são tão ridículas que depois de um tempo eu não consegui levar mais a história a sério. Não dava para ler um trecho sem 1) rir 2) questionar minhas escolhas na vida 3) me arrepender de ter começado esse bendito livro. Sem exceções.

Mas, infelizmente, os pontos baixos de Estilhaça-me não pararam aí. É claro que os personagens foram ocos, sem personalidade, e é óbvio que o romance estragou tudo (ainda mais). Mas vamos por parte.

Primeiro, os personagens. Alguém mais notou que Juliette é praticamente a única mulher do livro inteiro? Só tem homem nesse livro e, é claro, 90% deles caem de amores por ela. Mas Juliette não tem personalidade nenhuma. E é burra demais. Sim, eu entendo que a vida dela foi uma grande merda, mas ela nunca usa seus poderes quando deveria, quando a sua própria vida e a de seus amigos estava em risco, e, como se isso não bastasse, a guria está chorando/corando/se desesperando/enlouquecendo mais um pouco o tempo inteiro. Raros são os momentos em que ela presta para alguma coisa. Juliette pode matar pessoas com seu toque e mesmo assim consegue ser uma completa inútil.

E Adam? Qual a personalidade do Adam? Ele deve ser o par romântico mais unidimensional que eu já li. Warner mostrou um pouco de potencial (sendo um psicótico maluco e tudo mais), mas a paixão dele por Juliette é tão forçada que anulou tudo o que a autora tinha conseguido construir para ele. Kenji foi o único com algum tipo de personalidade durante o livro inteiro.

E o romance. Deus, o romance.

*Pausa para suspiro profundo*

Esse livro não é uma distopia. É um romance paranormal tentando ser um pouco diferente ao (tentar) ter algumas características distópicas. Mas nunca, nem em mil anos, pode Estilhaça-me ser considerado um livro de distopia. Simplesmente não funciona. Fim.

E sim, como devem ter percebido, o romance foi horrível e tomou 90% do livro. Foi a coisa mais piegas, mais sem sal, mais mimimi que eu já li na vida. Adam e Juliette fazem Bella e Edward parecerem frios e insensíveis, para você ter uma ideia. E, é claro, os motivos para o carinha se apaixonar pela mocinha são ainda melhores (é porque Juliette é tão boa, tão doce, blá blá blá). *dorme*

Meu plano inicial era dar apenas uma estrela para Estilhaça-me, mas eu tenho que reconhecer que gastei apenas algumas horas para ler umas 300 e tantas páginas (na minha versão digital ao menos eram 300+) e isso quer dizer que o livro não conseguiu ser incrivelmente maçante. Tenho que reconhecer também que a autora tem uma escrita que poderia ser muito boa se não fosse pelas descrições ridículas (a escrita toda desse livro foi meio completamente tryhard, infelizmente, mas parece que a Mafi tem algum talento). Além disso, chegou um momento em que a coisa toda já estava tão bizarra que eu comecei a me divertir com as pérolas que encontrava. Pois é. Duas estrelas para Estilhaça-me.
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Resenha: A Quinta Onda, Rick Yancey

16:47neo

A Trilogia da Quinta Onda: A Quinta Onda | O Mar Infinito | Ainda sem nome
Rick Yancey
Fundamento
★★
Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.
Eu tive alguns problemas com esse livro, mas o que mais me incomodou foi um bem simples: eu fiquei entediada. Realmente entediada.

Não no início, porém. Enquanto lia as primeiras páginas, eu me estava bem animada com a trama e os personagens. Estava curiosa (e qualquer livro que me faça ficar nem que seja um pouco curiosa se torna minha prioridade), tão curiosa que não conseguia parar de ler. Cassie me fez revirar os olhos algumas vezes, mas eu estava inclinada a esquecer seus comentários meio idiotas e focar na personagem incrível que ela parecia ser. Uma sobrevivente. Uma garota inteligente e esperta. Quase fria, sim, mas ainda uma pessoa boa, por assim dizer. Ah, eu estava morrendo para vê-la em ação, e então eu estava amando vê-la em ação. Aqui na segurança do início tudo eram flores, arco-íris e luz do sol.

Mas estão o par romântico apareceu. Tédio, infelizmente, o seguiu de perto.

Evan, nosso par romântico, não foi o problema, para ser honesta. Bem, ele não teve personalidade nenhuma, então enquanto eu obviamente ainda queria e esperava por um bom personagem, meio que aceitaria ignorá-lo se ele não fosse irritante demais. Nem mesmo achei todo o "oops, eu venho lendo seu diário e observando você e, hm, querendo matar você há um tempo" estranho. Meu problema foi o que aconteceu após ele aparecer e, principalmente, a Cassie.

Eu pensei que você fosse esperta, Cassie. Ficar toda amorzinho com alguém que você acabou de conhecer sendo que você foi capaz de matar um soldado apenas por medo algumas páginas atrás não é ser esperta (e nem tem lógica, senhor escritor). Sim, ele salvou sua vida, mas o que diabos você estava pensando? Para onde aquela garota cautelosa e independente foi? Ela se perdeu nos olhos de cachorrinho do Evan, temo (ou talvez no seu hálito de chocolate, hm? Quem sabe?).

Eu tinha esperanças de que Cassiopeia iria honrar seu nome (quem gosta de kpop vai entender essa), mas ela não o fez. A garota de quem eu estava começando a gostar ainda estava lá, acho, mas ela perdeu metade de sua personalidade apenas porque tal cara era lindo e mostrou algum interesse nela. Tipo, sério? O fim da humanidade está acontecendo e você só sabe pensar nas mãos macias do Evan?

Não estava esperando algo assim de A Quinta Onda, então yeep, falemos sobre decepção.

A falta de acontecimentos no meio do livro tornou tudo pior. Acho que Yancey queria desenvolver o lado da história de Ben, mas ao invés de apresentá-lo no início ele acabou fazendo-o tarde demais para meu gosto. Fui forçada a ler quase tudo sobre Ben enquanto Cassie fazia nada com Evan em uma fazenda no meio de lugar nenhum e nada de importante nunca acontecia. Chato. Chaaaaato.

O romance entre Evan e Cassie foi sem graça e desajeitado. Evan não tinha razão alguma para gostar de Cassie, Cassie não tinha razão alguma para gostar de Evan. Ela apenas confiou nele (quase confiou, que seja) porque ele estava tomando conta dela, mas era isso. Não houve química entre os dois e graças a isso eu não consegui levá-los a sério em momento algum.

E, além disso tudo, tinha a escrita. Sendo bem sincera, eu gostei dela, mas de vez em quando parecia que o autor estava tentando demais fazê-la soar épica. Também não gosto muito quando se muda da primeira para a terceira pessoa, mesmo se for por apenas um capítulo ou dois (mas eu não me importo quando esses capítulos são prólogos, por exemplo. Não gosto apenas quando é no meio do livro, do nada) e de vez em quando Ben ou Cassie narraram como se a história estivesse sendo escrita em terceira pessoa apenas para voltar para a primeira dois parágrafos depois. Foi muito "oops eu quero essa descrição pomposa aqui, mas ela fica melhor em terceira pessoa então, hm, yeep", e eu odiei isso. Sério.

Após o longo e chato meio, o final me surpreendeu sendo bom e até empolgante. Foi rápido e sim, eu podia dizer o que ia acontecer, mas foi bom lê-lo de qualquer forma. Basicamente, o final e o início são a razão de eu ter dado mais de uma estrela a esse livro. O meio simplesmente não foi digno o bastante deles, e o fato de que a quinta onda foi completamente inútil (eles poderia ter parado na quarta sem problema, sério) meio que foi a última gota. Então yeep, não lerei os próximos volumes. 2.0 estrelas.

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